Hip Hop, Educação e Alfabetizações da Reexistência
Por Dra. Ana Lúcia Silva Souza
Traduzido por Ayala Tunde, Tanya L. Saunders e Feva Omo Iyanu
Descrição
Neste estudo seminal sobre as alfabetizações do hip-hop, a formação da identidade negra e o artivismo no Brasil, a Dra. Ana Lúcia Silva Souza apresenta as diversas práticas de alfabetização que surgiram no âmbito do movimento hip-hop brasileiro e em relação a ele. Ana Lúcia Silva Souza demonstra como as alfabetizações do hip-hop brasileiro localizam, apontam, propõem, agem e ensinam outros a agir em prol da mudança social. As alfabetizações do hip-hop não apenas ensinam os jovens a resistir, mas também a reexistir.
Em“Somos um exemplo de trajetórias e vitórias”: Hip Hop, Educação e Alfabetizações da Reexistência, vemos como um grupo de jovens tem reivindicado a “escola” como um espaço político. Eles são o foco de um estudo de caso de um movimento social mais amplo, liderado por ativistas do hip hop, que visa repensar as alfabetizações, o conhecimento, a identidade, a aprendizagem e o papel da “escola” nesses processos sociais complexos. Como ela argumenta no livro, isso está intimamente ligado a movimentos diaspóricos mais amplos que ocorrem nos EUA, no Brasil e além.
Biografia do autor:
“Sou fruto dos movimentos sociais negros do Brasil. Sou ativista, educador e um observador do mundo. Sou graduada em ciências políticas e sociais, mestre em ciências sociais, doutora e pós-doutoranda em linguística aplicada. Sou professora da Universidade Federal da Bahia, no Instituto de Letras. Coordeno o grupo de pesquisa RASURAS: Alfabetizações de Reexistência na Diáspora Negra. Sou afiliada à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Faço parte do conselho de administração da ONG Ação Educativa. Em minhas pesquisas, tenho me aprofundado nos usos da linguagem, na alfabetização, na cultura hip-hop, na juventude e na ação afirmativa. Tenho várias publicações, incluindo o livro Alfabetizações de Reexistência – Poesia, Grafite, Música, Dança – Hip-Hop e também Alfabetizações no Ensino Médio, Ed. Parábola.”
Tradutores
AYALA TUDE
Professora de inglês. Tradutora. Mestranda em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Membro e pesquisadora associada do grupo Traduzindo no Atlântico Negro. Responsável pela comunicação internacional do Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras. Cofundadora do curso de inglês com abordagem afrodiaspórica @afrodiasporaconnect.
Tanya L. Saunders
A Dra. Tanya L. Saunders é uma socióloga interessada nas formas como a diáspora africana nas Américas utiliza as artes como ferramenta para a mudança social. Possui mestrado em Políticas Públicas (MPP) com ênfase em Políticas de Desenvolvimento Internacional pela Gerald R. Ford School of Public Policy e doutorado em Sociologia pela Universidade de Michigan, em Ann Arbor. É bacharel em Espanhol e Políticas Públicas pelo St. Mary’s College of Maryland e atualmente integra o corpo docente de pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, em São Paulo, Brasil. Como bolsista Fulbright no Brasil em 2011-2012, o Dr. Saunders começou a trabalhar em seu projeto atual sobre o Artivismo Negro Queer no Brasil. É fluente em inglês, espanhol e português, e atualmente está aprendendo iorubá. O Dr. Saunders é o fundador e editor-chefe da Améfrica Press. Seu livro Cuban Underground Hip Hop: Black Thoughts, Black Revolution, Black Modernity (University of Texas Press, 2015) também foi traduzido e publicado em português como Modernidade negra: Hip Hop, artivismo e mudança social em Havana (Editus 2021).
FEVA OMO IYANU
Feva Omo Iyanu (Mestre em Português e Inglês pela Universidade Federal da Bahia) é tradutor, escritor e professor de Literatura Afro-brasileira e Africana, desenvolvendo sua pesquisa nas áreas de Estudos da Tradução, Estudos Étnicos e da Afrodiaspora, Religiosidade Afro-brasileira e Literatura negra da Afrodiaspora e da África. Autor de *Sobre a Pretintura dos Olhos Negros*, Feva é um estudioso das culturas iorubás e de sua influência na diáspora brasileira. Suas produções literárias e processos metodológicos de tradução baseiam-se nos princípios da ética negro-africana de ser, viver e experimentar o mundo.